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Esta semana não houve danças de treinadores, por isso vamos lá pôr todas as mulheres no mesmo saco. Sim, fiquei chateada com a reportagem porque colocaram todas as cesarianas no mesmo saco. Basicamente, chamaram as mulheres de preguiçosas.

Eu tive a minha médica a dizer-me que tenho a bacia muito estreita e que dificilmente iria ter um parto normal fácil. Depois dela, não tive outra médica a dizer-me o mesmo. Tive duas médicas a dizerem o mesmo, e as três não tinham falado umas com as outras!!! O meu lado feminino e sonhador dizia-me para tentar o parto normal. O pai acordou-me para a realidade. Para quê? Três médicas a dizerem-me o mesmo, para quê estar a sofrer e quem sabe arriscar a vida do meu próprio filho e ainda ficar traumatizada e recusar-me a ter mais filhos? 

Será que o decréscimo de mortalidade neonatal não está relacionado com o aumento de cesarianas?!

A minha mãe passou por um pesadelo: eu nasci depois do tempo, não queria sair de maneira nenhuma, fui puxada a ferros, estive 9 minutos nem cá nem lá, tenho um problema na visão para todo o sempre e sou filha única. Este é o resumo.

Marcámos a cesariana, tinha 37 semanas e correu tudo bem. O pai assistiu, esteve sempre ao meu lado até o nosso filho nascer e acompanhou o bebé depois disso. A recuperação é difícil, as dores são muitas, mas ao final de duas semanas eu estava fresca e fofa!

Ah, mas depois não temos leite... errado! Tive colostro, o leite subiu no 3º dia e tinha leite para dar e vender! Amamentei em exclusivo até aos 6 meses, mamou até aos 11 e não foi mais porque o sacaninha não quis.

Saúde: conto pelos dedos de uma mão, as vezes que ele esteve doente. Só constipações.

Amo menos o meu filho por ter feito uma cesariana? Sou menos mãe por ter feito uma cesariana?

Tive a minha dose de sofrimento para engravidar (esta fica para outro dia) e não acho que quem engravida logo à primeira seja menos mãe por causa disso!

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1 comentário

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De Fatia Mor a 11.06.2015 às 17:57

Claro que não és preguiçosa! Para mim as cesarianas existem precisamente para fazer face a situações em que o parto normal não é possível. E vou mais longe: para mim essa impossibilidade pode ser do foro biológico ou mental. Para mim é tão válida a situação em que há incompatibilidade fisioanatómica entre a mãe e o bebé como a situação em que a mulher tem medo do parto normal e lida com extrema ansiedade com essa situação.
Percebo que queiram reduzir as cesarianas eletivas devido aos riscos que este procedimento médico acarreta.
Não vou discutir números, nem decisões. Sei que há médicos que preferem não arriscar, que jamais deixariam uma parturiente 48h em trabalho de parto e outros que puxam e insistem até mais do que isso para evitar a cesariana.
Isto tem custos para o estado. Daí a pressão para diminuírem os números de cesariana no público. Ou seja, o motivo é o mesmo: dinheiro... Nuns para ganhar (é verdade) e noutros para não gastar!
E quando há dinheiro... Não é preciso dizer mais nada, pois não?

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