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Mais uma vez: foi horrível.

Saiu bem de casa, com vontade de ir para o infantário. Chegou e começou a fazer beicinho... desatou a chorar, não queria ficar, queria que eu ficasse ali a ver... eu não me aguentei, chorei também. Eu sei que é pior, mas não aguentei mesmo. Eu disse-lhe que ia levar o pai ao trabalho e que já voltava. Ele aceitou e acalmou-se. Eu fui embora. Recuso-me a virar costas com ele a chorar.

Cheguei ao carro e chorei ainda mais. Só me apetecia ir buscá-lo. O meu coração pesava 50 kg e estava do tamanho de uma ervilha.

Meia hora depois, ligou-me a educadora: ele estava bem, a comer melancia todo satisfeito. Alívio. Nova avalanche de torneira aberta.

Quando o fui buscar, estavam a ver um filme. Olhou para a porta e correu para mim. Estava feliz. O meu menino estava feliz! Disseram que ele não chorou mais, que esteve sempre bem e almoçou bem. E o meu coração voltou a ficar enorme.

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4 comentários

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De blogdocaixote a 08.09.2015 às 15:55

Eu também prolongava a despedida, sempre na esperança de sair do infantário com a minha filha mais nova bem. Um dia, por acaso, estava uma mãe a despedir-se do filho que começou a chorar muito. Ela abraçou-o, pô-lo no chão e foi à vida dela. A educadora veio ter com ele, levou-o no colo, sossegou-o e o puto parou de chorar. Eu percebi que tinha de começar a fazer o mesmo, por mim e por ela. Abraço.
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De marrocoseodestino a 28.09.2015 às 20:44

Coração de mãe é tramado.
E acredita que tenham eles que idade tiverem o nosso coração muitas vezes aperta.
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De pequenosencantos a 29.09.2015 às 14:52

Já percebi que sim...

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