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Não podia deixar de falar no assunto destes últimos dias.

Sexta-feira 13... uma verdadeira sexta-feira 13 não só para aquelas pessoas, mas para toda a Europa. Nessa noite tive pesadelos: um avião caía em frente à minha casa, eu fugia de pedaços de hélices que tinham voado.

Sábado de manhã: tv nas notícias. O pirralho pediu para ver o dvd dos Caricas. Ainda bem. Eu dancei com ele para esquecer o assunto, mas não conseguia... as lágrimas fugiam-me. A coisa bateu-me mesmo forte.

A pensar naquela gente que saiu para se divertir e acabou por entrar num filme de terror que de ficção não tinha nada.

A pensar naquela gente que ao fugir tropeçava em corpos e chapinhava em poças de sangue.

A pensar naquela gente que possivelmente se fingiu de morta.

A pensar naquela gente que nunca mais se vai esquecer do que viveu.

Podiamos ter sido nós.

Podia ter sido o nosso pai, marido e sogro que só saíram para ir ver um jogo de futebol.

Podiam ter sido os nossos primos que foram só assistir a um concerto.

Podiam ter sido os nossos pais que saíram para jantar fora.

A rapariga portuguesa era da minha terra. Não a conhecia, mas era da minha terra porra!

Malvados cabrões... se gostam de brincar às bombas e aos tiros, que brinquem entre eles! Cabrões malvados que ardam no inferno se é que isso existe!

Será que vieram mesmo 4 mil cabrões no meio dos refugiados? É isto que acontece aos bons samaritanos? Gosto de pensar que não. Espero que não.

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1 comentário

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De Chic'Ana a 16.11.2015 às 15:52

Qualquer pessoa hoje em dia tira a vida a outras com um simples piscar de olhos.. Foi a este estado que nós chegámos!

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